Minha jornada no Floripa Design Days e o poder transformador do Design
- Marina Sautchuk

- há 5 dias
- 2 min de leitura

Que inspirador foi subir no palco do Floripa Design Days em 2026!
E confesso, foi um desafio enorme escolher qual tema levar.
Eu me lembrei das vezes em que alguém me perguntou: “Você trabalha com o quê?” e percebi que nunca tive uma única resposta.
“Sabe esse aplicativo que você tem aí no celular? Até o lugar do botão que você aperta tem uma ciência, para que você tenha o menor esforço possível”, eu disse uma vez. Talvez essa tenha sido a melhor descrição, mas recebi um “que legal” e aquela clássica cara de ponto de interrogação, que me deram a certeza de que, mesmo assim, não consegui tangibilizar.
Essa situação aconteceu há um tempo, mas percebi que, depois de 15 anos de profissão, se essa pergunta voltar à tona, eu ainda não vou saber responder. (E que bom! — esse é um spoiler.)
Mas eu tenho uma certeza: o design vai muito além da tela. Mas para onde? E por onde?
Antropólogos, arquitetos, musicistas, designers gráficos, economistas, tecnólogos, produteiros, negócios. Olha quantas partes do que formam um ser podem dar o rumo para o design que a gente faz.

Quando eu converso com pessoas que querem trabalhar com design, a pergunta que mais recebo é: “Mari, qual faculdade eu faço?” E a minha resposta é sempre muito certeira: se preocupe menos com isso e olhe mais para a forma como você navega entre pessoas, problemas, soluções.
E você pode investir (e deve) em conhecimento. Mas, na prática, o quanto daquilo que a gente vê nos livros acontece exatamente da mesma forma na vida real? E nos ambientes corporativos?
Quantas influências existem entre aquilo que você é, o ambiente em que você está, a cultura que te favorece ou não, e, além de tudo, toda a pressão que vem de fora, influenciam e determinam o que é a sua expertise, a sua entrega e o valor que o seu design traz para os ambientes em que está inserido.
Agora, sabe qual é a parte boa mesmo? Se a gente pode moldar o design para aquilo que a gente quiser, também está em nossas mãos redesenhar para o mercado a importância do que a gente faz e o impacto que a gente causa.
E por isso, ver o auditório do Floripa Design Days, com tanta troca e tantos olhares atentos, me emocionou de verdade, pelo sentido real de que estamos em um caminho poderoso de ressignificação.
E, enfim, o design é isso mesmo: orgânico, evolutivo e atemporal.










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