Manifesto de UX
- Floripa Design Days

- 14 de jan.
- 2 min de leitura
Acreditamos que User Experience não começa na tela.
Começa na vida.
Antes de qualquer produto, existe alguém vivendo.
Antes de qualquer jornada, existe um corpo atravessando o tempo.
Antes de qualquer clique, existe expectativa, medo, curiosidade e afeto.
Por isso, este manifesto não é sobre interfaces.
É sobre responsabilidade.
1. A vida é a primeira experiência de uso
Aprendemos a usar a vida antes de usar qualquer sistema.
Aprendemos esperando, errando, insistindo, recomeçando.
UX que ignora isso falha.
UX que respeita isso cria sentido.
2. Pessoas não são fluxos lineares
A vida não é previsível.
As pessoas não são consistentes.
E isso não é um problema a ser corrigido.
Projetamos para a complexidade — não para a média.
Criamos caminhos que aceitam retorno, pausa e dúvida.
UX não pune quem se perde.
UX acolhe quem retorna.
3. Fricção sem propósito é violência
Nem toda fricção é ruim.
A fricção que ensina, protege e dá clareza é necessária.
Eliminamos apenas a fricção que desrespeita o tempo humano.
A que confunde.
A que cobra sem explicar.
A que acelera onde a vida pede cuidado.
4. Eficiência não é o objetivo final
Eficiência sem sentido esgota.
Velocidade sem consciência afasta.
Projetamos para continuidade, não apenas para conversão.
Para relação, não apenas para uso.
O sucesso de uma experiência não está só no que acontece agora,
mas no que permanece depois.
5. UX é ética aplicada
Toda decisão de design comunica uma visão de mundo.
Toda escolha revela como enxergamos as pessoas.
UX não é neutra.
Nunca foi.
Escolhemos projetar com respeito.
Com escuta.
Com consciência de impacto.
6. O usuário não quer controle total. Quer clareza
A vida não oferece controle absoluto e ainda assim seguimos.
Porque entendemos o suficiente para continuar.
Projetamos produtos que orientam sem dominar.
Que guiam sem aprisionar.
Que explicam sem infantilizar.
7. UX não termina no clique
A experiência continua no sentimento.
Na memória.
Na confiança construída ou quebrada.
Projetamos pensando no depois.
No que fica quando a tela se apaga.
8. Projetar é um ato de cuidado
Criar experiências é criar pequenas versões do mundo.
E o mundo já é duro demais para ser ainda mais hostil por design.
Escolhemos criar com humanidade.
Porque antes de qualquer usuário, existe alguém vivendo.
Encerramento
A vida é a experiência mais complexa que já usamos.
Ela não é perfeita.
Mas é significativa.
Se aprendermos com ela,
podemos criar produtos que não apenas funcionem,
mas que façam sentido.
Esse é o UX que defendemos.
Esse é o UX que escolhemos praticar.











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