Cultura de design: como times criativos impulsionam inovação
- Floripa Design Days

- 15 de dez. de 2025
- 4 min de leitura
Desde que os computadores foram parar nas nossas mãos tudo ficou mais rápido. As compras do mercado estão a um aplicativo de distância, agendar uma consulta ou marcar aquele almoço com um amigo ficou muito mais fácil e rápido. No mundo de hoje a velocidade das transformações é maior do que nunca. Isso mudou o dia a dia nas empresas e o nosso jeito de trabalhar.
No mercado da tecnologia as evidências disso são muito mais perceptíveis. A criação de novos produtos digitais acontece com mais rapidez, inclusive para produtos mais complexos e inovadores. Isso é possível porque hoje construiu-se um jeito de trabalhar que gera resultados rápidos e permite que os ajustes de rota sejam feitos rapidamente.
Como descreve Eric Ries em A Startup Enxuta, essa mentalidade de “testar, aprender e evoluir rápido” transformou a forma como as empresas criam, validam e aprimoram suas ideias. E é justamente nesse terreno fértil que o design se tornou protagonista: conectando pessoas, negócios e inovação de forma cada vez mais integrada.
O design como uma nova forma de pensar
Ter um time de designers que sempre estão se atualizando é essencial para qualquer empresa. Porém, mais importante que isso é que toda a organização pense como um designer, que o design seja um mindset coletivo e até mesmo parte da cultura corporativa.
A IBM, uma gigante da tecnologia, adotou o IBM Design Thinking (DT) como o método oficial de trabalho da empresa. O DT não é aplicado apenas no desenvolvimento de produtos, mas também nos outros setores. Todos os seus colaboradores recebem uma formação específica para que pensem como designers e estejam alinhados com a cultura designer da companhia.
O resultado é a criação de um ambiente de trabalho que prioriza:
a cultura colaborativa: todos se ajudam;
foco na empatia e experimentação: capacidade de se colocar no lugar do outro e propor novas soluções;
Assim, cria-se uma cultura de trabalho em que a autonomia é estimulada, e que o clima de segurança e estabilidade incentiva os colaboradores a apresentarem suas ideias sem medo dos julgamentos e receio de falhar. É neste contexto que inovações com impacto real são criadas, a confiança e colaboração incentivam os times a arriscarem mais.
Design como mindset coletivo
Há empresas que levam o design a outro nível — ele deixa de ser “apenas” um método de trabalho, passa a fazer parte da forma como as pessoas pensam e se relacionam dentro da organização.
Quando o design se torna um mindset coletivo, os times mudam:
a forma de criar,
de tomar decisões,
e de inovar.
O design passa a ser reconhecido como o motor da inovação organizacional. A curiosidade é incentivada, a colaboração é fortalecida e a empatia se torna parte essencial das decisões — junto com a estratégia e os resultados.
Não é sobre escolher entre prazo ou propósito, mas sobre alinhar ambos para criar impacto real.
Nubank: o design como motor cultural
O Nubank foi fundado em 2013 com o objetivo de simplificar o sistema bancário tradicional, focado no propósito de democratizar o acesso a serviços bancários, tornando tudo mais fácil, humano e acessível. Desde o início o design foi tratado como um pilar estratégico da empresa.
A empresa estruturou — se com times multidisciplinares que trabalham em conjunto para criar as melhores soluções centradas nas pessoas, são formados por: designers, engenheiros, PMs, analistas e especialistas de atendimento. Todos atuam focados no design, um vetor de empatia. E cada decisão e mudança no produto tem como ponto de partida a seguinte pergunta: “Como isso melhora a vida do cliente?” Times multidisciplinares trabalham com o objetivo de cocriar novas features e atualizações de produto desde a ideação até o lançamento. Para potencializar isso, a empresa promove frequentemente workshops e discovery sessions abertos a todas as equipes e áreas.
Além disso, o Nubank tem um grupo de colaboradores que se dedica exclusivamente a UX Research, o foco é investigar o comportamento e as necessidades dos usuários com profundidade. De modo que as decisões de produto sejam baseadas em insights reais dos clientes, e não em achismos das equipes.
Essa forma de pensar e trabalhar transformou o Nubank em uma referência global em experiência do usuário e cultura centrada em pessoas. O design está presente nas conversas de liderança, nas métricas de sucesso e até na forma como o time interno se comunica.
No Nubank, o design não é apenas o que se faz — é o ar que se respira.
Do produto à cultura
Empresas que adotam o design como mindset coletivo costumam dar um passo além: o design deixa de ser uma prática e se torna uma filosofia que orienta toda a cultura organizacional.
O que começa como uma forma de criar experiências melhores para o usuário evolui para algo muito maior — um jeito de pensar, decidir e inovar em conjunto. São empresas que entendem que inovação não nasce de uma boa ideia isolada, e sim de um ecossistema criativo, diverso e colaborativo, onde as pessoas trabalham movidas por propósito.
O design conecta estratégia, emoção e impacto. É nessa intersecção que surgem as transformações mais duradouras — aquelas que não apenas criam produtos melhores, mas constroem culturas mais humanas e inspiradoras.
Leia também nosso outro falando sobre design como força de transformação.
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